Reforma Tributária: O Que Muda Na Emissão De Notas Fiscais A Partir De Agosto De 2026
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A Reforma Tributária sobre o consumo já começou a sair do papel e, a partir de agosto de 2026, uma nova etapa importante passará a impactar diretamente a rotina fiscal das empresas.
A mudança agora não está relacionada apenas ao entendimento dos novos tributos, mas também à adequação prática dos documentos fiscais eletrônicos.
Isso significa que as empresas precisarão verificar se seus sistemas emissores de notas fiscais estão preparados para preencher corretamente os novos campos referentes ao IBS e à CBS.
Embora 2026 seja um período de teste e adaptação, essa fase exige atenção, pois a falta de preenchimento adequado dessas informações poderá causar rejeição das notas fiscais.
Na prática, se o sistema emissor da empresa não estiver atualizado, a nota fiscal poderá não ser autorizada.
Empresas que não acompanharem essa mudança podem enfrentar situações como:
• Rejeição de notas fiscais;
• Atraso no faturamento;
• Dificuldade para concluir vendas;
• Problemas na entrega de mercadorias;
• Falhas na prestação de serviços;
• Retrabalho administrativo;
• Necessidade de correções emergenciais no sistema;
• E impacto direto na rotina operacional da empresa.
Neste artigo, vamos explicar o que muda a partir de agosto de 2026, o que são os novos campos de IBS e CBS, como funcionará a alíquota teste e quais cuidados sua empresa deve tomar para evitar problemas na emissão de documentos fiscais.
O Que Está Mudando Com A Reforma Tributária?
A Reforma Tributária criou um novo modelo de tributação sobre o consumo, que substituirá gradualmente alguns tributos existentes atualmente.
Entre os principais novos tributos estão:
IBS — Imposto Sobre Bens E Serviços
• Será um tributo de competência dos Estados e Municípios;
• Substituirá gradualmente o ICMS, que hoje é estadual;
• Também substituirá o ISS, que hoje é municipal;
• Fará parte do novo modelo de tributação sobre operações com bens, mercadorias e serviços.
CBS — Contribuição Sobre Bens E Serviços
• Será um tributo federal;
• Substituirá o PIS e a COFINS;
• Terá como objetivo simplificar a tributação federal sobre o consumo;
• Passará a aparecer nos documentos fiscais eletrônicos durante a fase de transição da Reforma Tributária.
IS — Imposto Seletivo
• Poderá incidir sobre produtos e serviços considerados prejudiciais à saúde ou ao meio ambiente;
• Também faz parte da Reforma Tributária;
• Porém, neste primeiro momento, a principal atenção das empresas deve estar nos campos relacionados ao IBS e à CBS.
📌 Para a maioria das empresas, o impacto mais imediato será a necessidade de adequar a emissão das notas fiscais aos novos campos exigidos.
Por Que Agosto De 2026 É Um Marco Importante?
A partir de 03 de agosto de 2026, entra em uma nova etapa da implementação da Reforma Tributária.
Até então, existia uma fase de adaptação nas validações dos documentos fiscais, permitindo que muitos sistemas ainda emitissem notas mesmo sem o preenchimento completo dos novos campos.
Com o encerramento desse período adaptativo, a exigência passa a ter efeito prático nos sistemas emissores.
Ou seja, a empresa precisará emitir seus documentos fiscais eletrônicos com os campos de IBS e CBS corretamente preenchidos.
Caso contrário, a nota fiscal poderá ser rejeitada.
Esse ponto é muito importante porque a nota fiscal é essencial para a rotina da empresa.
Sem a autorização da nota, a empresa pode ter dificuldades para:
• Faturar;
• Vender;
• Entregar produtos;
• Prestar serviços;
• Registrar corretamente suas operações;
• Manter o fluxo operacional;
• E evitar atrasos com clientes e fornecedores.
📌 A Reforma Tributária, nesse momento, deixa de ser apenas uma mudança futura e passa a afetar a operação diária das empresas.
O Que É A Alíquota Teste De 1%?
Durante a fase de transição em 2026, os documentos fiscais deverão conter a chamada alíquota teste de 1%.
Essa alíquota será composta por:
• IBS Estadual: 0,1%;
• IBS Municipal: 0%;
• CBS: 0,9%.
Essa alíquota não representa, neste momento, uma cobrança definitiva dos novos tributos.
Ela faz parte de uma fase de teste, criada para que empresas, sistemas emissores, órgãos fiscais e profissionais envolvidos na área tributária consigam se adaptar ao novo modelo.
O objetivo é permitir que as informações comecem a ser transmitidas nos documentos fiscais, preparando o ambiente para as próximas etapas da Reforma Tributária.
Mesmo que o recolhimento efetivo não aconteça neste primeiro momento, o preenchimento correto das informações será necessário para a autorização das notas fiscais.
Por isso, a empresa não deve ignorar essa exigência apenas porque a fase é considerada informativa.
📌 O impacto principal agora será operacional.
A Nota Fiscal Poderá Ser Rejeitada?
Sim.
Esse é um dos pontos mais importantes da nova etapa da Reforma Tributária.
Quando a empresa emite uma nota fiscal eletrônica, o documento passa por validações antes de ser autorizado.
Se alguma informação obrigatória estiver ausente, incorreta ou incompatível com as regras do sistema, a nota pode ser rejeitada.
Com a inclusão dos campos de IBS e CBS, os sistemas emissores precisarão estar preparados para preencher essas informações corretamente.
Caso os campos não sejam preenchidos da forma adequada, a nota fiscal poderá não ser autorizada.
Isso pode gerar impactos como:
• Atraso no faturamento;
• Impossibilidade de concluir vendas;
• Dificuldade para entregar mercadorias;
• Problemas na prestação de serviços;
• Necessidade de suporte técnico urgente;
• Retrabalho na emissão de documentos;
• Falhas em integrações com sistemas;
• Risco de interrupção temporária da operação.
Por isso, a adequação precisa ser feita antes do prazo, e não apenas quando o problema aparecer.
Quais Empresas Devem Ficar Atentas?
A exigência atinge principalmente empresas do regime normal de apuração, como empresas do Lucro Presumido e do Lucro Real.
Essas empresas deverão emitir seus documentos fiscais eletrônicos com os novos campos referentes ao IBS e à CBS.
No entanto, empresas do Simples Nacional também devem acompanhar o tema com atenção.
Isso porque muitas empresas do Simples utilizam:
• Sistemas emissores de notas fiscais;
• ERPs;
• Plataformas de venda;
• Marketplaces;
• Sistemas de gestão;
• Integrações automáticas;
• Softwares próprios ou contratados de terceiros.
Mesmo que o impacto direto varie conforme o regime tributário, a Reforma Tributária tende a afetar toda a cadeia empresarial.
Clientes, fornecedores, sistemas, documentos fiscais e operações comerciais passarão gradualmente por mudanças.
📌 Por isso, todas as empresas que emitem notas fiscais devem verificar se seus sistemas estão preparados.
A Adequação Depende Do Sistema Emissor
Um ponto essencial é entender que a adequação operacional dos documentos fiscais depende diretamente do sistema emissor utilizado pela empresa.
A contabilidade acompanha as mudanças da legislação, orienta sobre os impactos fiscais e auxilia na interpretação das novas regras.
Porém, a atualização técnica do sistema emissor deve ser validada com o fornecedor do software utilizado pela empresa.
Isso significa que a empresa precisa verificar com o suporte do sistema se:
• O sistema já está atualizado para os campos de IBS e CBS;
• Os novos campos aparecem corretamente na emissão da nota;
• As regras de validação foram implementadas;
• Existe necessidade de atualização de versão;
• Os cadastros fiscais precisam ser revisados;
• Há parametrizações pendentes;
• Existem testes disponíveis antes da obrigatoriedade operacional;
• E se o sistema está preparado para evitar rejeições a partir de agosto de 2026.
Empresas que utilizam sistemas próprios, ERPs, plataformas de emissão, softwares integrados ou sistemas de venda devem ter atenção redobrada.
Muitas vezes, o problema não está apenas na emissão da nota, mas nos cadastros e configurações internas que alimentam o documento fiscal.
O Que A Empresa Deve Revisar?
A adaptação à Reforma Tributária não se resume apenas a atualizar o sistema.
Também será importante revisar as informações utilizadas na emissão das notas fiscais.
Entre os principais pontos de atenção estão:
Cadastro De Produtos
• Empresas que vendem mercadorias devem verificar se os produtos estão corretamente cadastrados no sistema;
• Informações fiscais incorretas podem gerar rejeições ou inconsistências;
• Produtos com regras específicas devem receber atenção especial.
Cadastro De Serviços
• Prestadores de serviços também devem revisar os serviços cadastrados;
• Serviços com códigos ou classificações incorretas podem gerar problemas na emissão.
Operações Fiscais
Algumas empresas realizam diferentes tipos de operação, como:
• Venda;
• Devolução;
• Remessa;
• Bonificação;
• Transferência;
• Industrialização;
• Prestação de serviços;
• Operações interestaduais;
• E operações com regras fiscais específicas.
Cada operação pode ter parametrizações fiscais próprias, e essas configurações precisam estar compatíveis com as novas exigências.
Parametrizações Do Sistema
O sistema emissor precisa estar configurado para preencher corretamente os campos exigidos pela Reforma Tributária.
Isso pode envolver:
• Regras automáticas;
• Códigos fiscais;
• Cadastros tributários;
• Integrações internas;
• Classificações de produtos e serviços;
• E configurações específicas por tipo de operação.
Integrações Com Plataformas
Empresas que utilizam e-commerce, marketplace, delivery, ERP ou plataformas externas também precisam verificar se essas integrações estão preparadas.
Não adianta o emissor estar atualizado se as informações enviadas pela plataforma estiverem incompletas ou incorretas.
Por Que Não Deixar Para A Última Hora?
Mudanças fiscais que afetam a emissão de notas fiscais podem gerar problemas significativos quando são deixadas para a última hora.
Isso porque, próximo ao prazo final, muitos fornecedores de sistemas recebem alto volume de chamados e solicitações de suporte.
Além disso, a correção de problemas pode exigir:
• Atualização de versão;
• Revisão de cadastros;
• Ajustes de parametrização;
• Testes de emissão;
• Correção de integrações;
• Validação de regras fiscais;
• E treinamento da equipe responsável pela emissão.
Dependendo da estrutura da empresa, isso pode levar tempo.
Ao se antecipar, a empresa reduz riscos e evita que uma falha técnica prejudique seu faturamento.
📌 O ideal é validar a atualização do sistema, revisar os cadastros e realizar testes antes do início da obrigatoriedade operacional.
O Que A Empresa Deve Fazer Agora?
Neste momento, recomendamos que as empresas adotem algumas medidas práticas:
• Entrar em contato com o suporte do sistema emissor;
• Confirmar se o sistema já está adequado aos campos de IBS e CBS;
• Atualizar o software, se necessário;
• Revisar cadastros de produtos e serviços;
• Verificar operações fiscais e parametrizações;
• Conferir integrações com ERPs, marketplaces e plataformas externas;
• Testar a emissão de documentos fiscais, quando possível;
• Orientar a equipe responsável pela emissão de notas;
• Acompanhar novas atualizações sobre a Reforma Tributária;
• E não deixar a adequação para a última hora.
Essas medidas ajudam a reduzir o risco de rejeição de notas fiscais e garantem mais segurança para a operação da empresa.
Conclusão
A partir de 03 de agosto de 2026, a Reforma Tributária entra em uma nova fase prática para as empresas.
Os documentos fiscais eletrônicos deverão conter os novos campos referentes ao IBS e à CBS, incluindo a alíquota teste de 1%.
Embora essa fase tenha caráter informativo e de adaptação, o preenchimento correto das informações será necessário para a autorização das notas fiscais.
Isso significa que empresas que não estiverem com seus sistemas atualizados poderão enfrentar rejeição de documentos fiscais e dificuldades no faturamento.
Por isso, a adequação deve ser tratada como prioridade.
Mais do que uma mudança futura nos impostos, a Reforma Tributária já começa a impactar a rotina operacional das empresas, especialmente na emissão de documentos fiscais.
Estamos em processo de elaborar e-book sobre a reforma junto com uma consultoria limitada para clientes que achar necessário, avisaremos sobre os próximos passos.
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